Os Riscos Dos Pratos Exóticos!
Por Fábio Berklian – RS Press
Que tal uma refeição que tenha como entrada, endívias recheadas com insetos e, como prato principal, carne de rã crocante ao molho de menta, acompanhado de arroz selvagem e ninhos de pássaros caramelados. Pratos razoavelmente exóticos para os padrões alimentares do brasileiro. Exótico?
Mas o que é considerado um alimento exótico? Para o nutricionista Welliton Donizeti Popolim, não há definição exata para a alimentação exótica.
Exóticos podem ser os alimentos totalmente desconhecidos da população ou conhecidos por uma pequena parcela da sociedade, ou ainda aquele cuja combinação apresenta sabor, textura ou odor nunca antes experimentados pela população em geral, não fazendo parte do seu hábito alimentar, explica o especialista. Também podem ser considerados exóticos os ingredientes que fazem parte da nossa dieta habitual, porém, apresentados de forma diferente. Os exemplos somente aqui no Brasil são diversos. Sorvete de açaí, suco de sapoti, geléia de araçá, licor de baru, doce de lobeira, bolacha de jaracatiá, pato no tucupi, feijoada, piqui ao molho, pamonha, mané pelado, jurubeba, caruru, sarapatel, acarajé, pé-de-moleque, chibé, maniçoba, piraputanga assada, quirera, arroz-de-carreteiro, pinhão, pururuca, pão de queijo, rapadura, vaca atolada, mocotó com fava, galinhada, paçoca de pilão, furrundu, caribéu, locro, queijo minas frescal.
Hoje em dia, “chefs” de restaurantes sofisticados têm utilizado esses alimentos como um diferencial para chamar e prender a atenção dos clientes. “Estas combinações inusitadas dão origem a pratos requintados e de sabor sui generis”, conta o nutricionista.
Dependendo da região do país, estes alimentos fazem parte de todas as refeições, ou seja, começando pelo café da manhã até o jantar, compondo cardápios bem diferentes daquele considerado típico brasileiro, o famoso arroz com feijão, bife acebolado, fritas e salada de alface com tomate. No interior do Rio Grande do Sul, por exemplo, almoço (por volta de 7:00): cuscuz, batata-doce, carne assada, farofa de feijão, café; jantar (por volta de 13:00): feijão com carne de bode, jerimum cozido, carne-de-sol, mel de rapadura com queijo, café; ceia (por volta das 19:00): coalhada com rapadura e farinha, queijo de coalho assado, tapioca, batata-doce, café.
A única ressalva que o Dr. Welliton faz para esse tipo de alimentação é quanto aos riscos de intoxicação. “Devemos tomar cuidados especiais já que os alguns dos ingredientes diferenciados e desconhecidos podem conter substâncias tóxicas ao organismo. Precisam ser preparados com técnicas especiais que neutralizam ou eliminam os efeitos adversos, mantendo a higiene durante a manipulação, por exemplo”.
Receita para 4 pessoas
Ingredientes:
1/2 kg de carne de rã
1 colher de sobremesa de maionese light
1 colher de sobremesa de vinagre de maçã
1 colher de chá de sal
1 pitada de pimenta do reino branca
100 g de fubá
50 g de farinha de trigo
Molho:
1 pote de iogurte desnatado
2 colheres de sopa de leite desnatado
1 colher de chá de pasta de menta
Modo de preparo:
Picar a carne de rã como frango à passarinho. Temperar com a maionese, o vinagre de maçã, o sal e a pimenta. Deixar marinar por 1 hora.
Misturar o fubá com a farinha e empanar a carne.
Fritar em óleo quente e escorrer em papel absorvente.
Misturar todos os ingredientes do molho até obter uma textura cremosa.
Colocar em um prato decorado com flores comestíveis as rãs crocantes e no centro o molho.
Av. Pacaembu, 746 - 10º Andar Cj. 102 - Barra Funda - 01234-000 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3255-2187 - Fax: (11) 3255-4830 apanutri@apanutri.com.br