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QUINUA E SUAS PROPRIEDADES

A quinua é um grão nativo dos Andes, considerado sagrado pelos incas e, uma alternativa alimentar altamente nutricional pelo homem moderno. É conhecida também como o “trigo dos incas” e é um tipo de cereal que produz uma semente pequena, comestível, rica em proteínas, vitaminas e minerais. Os povos indígenas sempre usaram as sementes em sopas, pães e bebidas fermentadas. Junto com batatas e milho, a quinua é um alimento básico para os povos em desenvolvimento nos Andes.

 

 

No Brasil as propriedades nutricionais da quinua são conhecidas há muito tempo, porém foi somente em novembro de 1998 que pesquisadores da Embrapa conseguiram adaptá-la ao cerrado brasileiro. Foram necessárias várias experiências até que os pesquisadores conseguissem adaptar a planta ao cerrado brasileiro, abrindo, assim, os caminhos para uma possível utilização desse pseudo-cereal em escala comercial.

 

 

A quinua é isenta de glúten e seu principal mérito é que seus grãos possuem proteínas de alto valor biológico, ou seja, são bastante aproveitadas pelo organismo. Oferece aminoácidos essenciais, especialmente a lisina, que participa do desenvolvimento e crescimento celular, importante para crianças, pois a lisina está relacionada ao desenvolvimento da inteligência, rapidez de reflexos e aprendizagem.

 

 

Além de apresentar alto teor de proteína, possui quantidades importantes de minerais e fibras. Assim, é considerado pela FAO um vegetal completo. Possui quantidades consideráveis de cálcio, fósforo, ferro e potássio. Dentre as vitaminas destacam-se: vitamina A, E, C, tiamina, riboflavina e niacina.

 

 

Além das crianças, a quinua é indicada também para os atletas, pois participa na recuperação de fibras musculares, é de fácil digestão, contém pouca gordura e os beneficia devido q quantidade de aminoácidos presente.

 

 

Outros grupos beneficiados pelo consumo da quinua são: vegetarianos restritos (que não consomem alimentos de origem animal, onde são encontradas as maiores fontes protéicas), celíacos (que são intolerantes ao glúten presente na farinha de trigo) e populações carentes de países pobres.

 

 

As formas de preparo são variadas, podendo os grãos ser incorporados a saladas, bolinhos ou cozido da mesma forma como o arroz. Os flocos podem ser consumidos com iogurte, frutas, e a farinha no preparo de massas.

 

 

A quinua possui elementos tóxicos, ou antinutricionais, como os inibidores da tripsina e saponina, que vão diminuir o valor biológico das proteínas. Porém pode ser consumida quando lavada adequadamente antes de seu preparo culinário.

 

 

 

 

 

Fontes:
http://www.rlc.fao.org/prior/segalim/prodalim/prodveg/cdrom/contenido/libro03/cap8_1.htm#10

 

 

http://www.nutrociencia.com.br/upload_files/arquivos/quinua.doc

 

 

http://www.planetaorganico.com.br/quinua1.htm

 

 

http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/fev2000/pagina4-Ju149.html

 

 


Dra Valesca Bonafim Cardoso - CRN-3: 23968P  -
Nutricionista (FSP – USP).

Dra Evie Mandelbaum - CRN-3: 6037 -
Nutricionista Gerontóloga (FSP - USP / SBGG)
Especialização em Nutrição em Cardiologia (InCor - HCFMUSP)
Autora dos livros:
`Atendimento Sistematizado em Nutrição` - Ed. Atheneu, 2002.
`Cuidado, olha o crachá no prato !´ - Ed. Alegro, 2004.

 

 


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