Artigos

No verão, é possível relaxar na alimentação e manter a saúde

 
Verão, geralmente, é ligado a férias, um período de maior relaxamento, especialmente com a alimentação. Após um ano tentando comer da melhor maneira, é possível liberar um pouco o cardápio. Mas, é preciso agir com bom senso e responsabilidade.
“Uma pessoa sadia se alimenta sem abusos, comendo de tudo em quantidade adequadas. Alimentação equilibrada não quer dizer cortar tudo que é gostoso ou mais calórico, mas sim ajustar a quantidade ao total calórico necessário individualmente”, explica a nutricionista Elaine Martins Bento, vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição (APAN).
Antes de falar sobre como flexibilizar o cardápio, porém, é importante definir o que é uma alimentação saudável. “É aquela que segue três pilares: moderação, variedade e equilíbrio. Dessa forma, é possível garantir que se consuma um alimento de cada grupo nas grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), sempre fracionando e incluindo pequenos lanches nos intervalos”, explica Elaine.
Em longo prazo, excessos na alimentação podem ser mais prejudiciais para pessoas que tenham diabetes, colesterol alto e concentração de triglicérides (gorduras como o colesterol) no sangue, entre outras, afirma a nutricionista Elaine Bento, vice-presidente da APAN.
Desse modo, é preciso lembrar que o verão não passa tão rápido e é preciso atenção com o que se come. “Quando pensamos em uma pessoa sadia, ela deve ter uma alimentação equilibrada (alimentos de todos os grupos alimentares diariamente), afinal o verão corresponde a aproximadamente 4 meses, se houver um exagero com certeza terá um aumento de peso.
A praia, por exemplo, é um lugar no qual nem sempre é possível “policiar” a alimentação o tempo todo. Para evitar exageros, há como balancear a alimentação em outros momentos. “Olhe sempre o rótulo de alimentos industrializados e cheque o teor de gordura, isso ajudará a entender o que se está comendo. Os alimentos naturais tendem a ser menos calóricos que os industrializados, porém dependerá muito do tipo de preparação que poderá enriquecer o teor de gordura”, orienta Elaine.
Queijo coalho, espetinho de camarão, sanduíche natural... as guloseimas típicas do litoral podem ser tão apetitosas quanto perigosas para a saúde. “É recomendado nunca consumir alimentos em temperatura ambiente, principalmente os que ficam expostos, em contato direto com o ar”, afirma a nutricionista.
Alimentação no verão deve ser mais leve e com especial atenção para os líquidos
A vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição, Elaine Bento, explica que, na comparação do verão com o inverno, há uma diminuição no metabolismo basal (regulação da temperatura do corpo, batimentos do coração e respiração, entre outros) e, por esse motivo, a quantidade de calorias ingeridas deve ser menor.
Assim, diz a nutricionista, comidas pesadas como feijoada, nessa época do ano, dificultam a digestão e podem causar mal-estar. O aumento da temperatura corporal também leva à perda de líquidos e minerais. “É necessário aumentar o consumo de líquidos que possam permitir a hidratação constante: água, sucos em geral e água-de-coco”, orienta a especialista.
“Deve-se, também, ingerir alimentos ricos em minerais e vitaminas para garantir um sistema imunológico mais resistente, além do que as frutas, legumes e verduras, fonte desses nutrientes, são mais leves, tanto em termos calóricos quanto de digestão”, completa Elaine.
 
No verão, alimentos em temperatura ambiente devem ser consumidos com muita atenção
A nutricionista Elaine Bento, vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição, afirma que o calor aumenta a possibilidade de proliferação de bactérias nos alimentos. “Quando falamos no que é vendido em praia ou em qualquer estabelecimento comercial, temos que levar em consideração a manipulação, pois uma contaminação ou erro de temperatura do alimento podem levar a uma infecção ou intoxicação alimentar”, alerta a especialista.
Não é uma questão de evitar qualquer opção que seja vendida na rua. O importante é não “chutar o balde” na alimentação durante o verão. “Podemos comer qualquer coisa, desde que em quantidade equilibrada para o gasto calórico de cada um. Tudo em excesso ou em falta faz mal à saúde.”, afirma a nutricionista.
É importante, portanto, saber fazer substituições. “As gorduras vegetais (azeite, óleo de girassol, soja) são mais saudáveis que as de origem animal. Prefira, também, cortes de carne mais magros e retire a pele do frango antes do preparo”, completa Elaine.
Também não é preciso deixar os doces de lado no verão. Basta tomar algumas precauções. “Quanto mais elaborado um doce, mais calórico ele é. Se estiver, com vontade de comer bolos, escolha os mais simples, sem recheio e sem cobertura como: fubá, milho, cenoura e laranja”, afirma a especialista.
Elaine sugere opções típicas da temporada: “quanto mais fresco o suco, melhor. Combine mais de uma fruta e não adoce, procure sentir o paladar, já que é um alimento que possui frutose (açúcar da fruta)”.


Av. Pacaembu, 746 - 10º Andar Cj. 102 - Barra Funda - 01234-000 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3255-2187 - Fax: (11) 3255-4830 apanutri@apanutri.com.br